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PILHAS E BATERIAS |
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Métodos de Reciclagem Devido a pressões políticas e novas legislações ambientais que regulamentaram a destinação de pilhas e baterias em diversos países do mundo, alguns processos foram desenvolvidos visando à reciclagem desses produtos. Para promover a reciclagem de pilhas, é necessário inicialmente o conhecimento de sua composição. Infelizmente, não há uma correlação entre o tamanho ou formato das pilhas e a sua composição. Em diferentes laboratórios têm sido realizadas pesquisas de modo a desenvolver processos para reciclar as baterias usadas ou, em alguns casos, tratá-las para uma disposição segura. Os processos de reciclagem de pilhas e baterias podem seguir três linhas distintas: a baseada em operações de tratamento de minérios, a hidrometalúrgica ou a pirometalúrgica. Algumas vezes estes processos são específicos para reciclagem de pilhas, outras vezes as pilhas são recicladas juntamente com outros tipos de materiais. Alguns desses processos estão mencionados a seguir: § SUMITOMO - Processo Japonês totalmente pirometalúrgico de custo bastante elevado é utilizado na reciclagem de todos os tipos de pilhas, menos as do tipo Ni-Cd . § RECYTEC - Processo utilizado na Suíça nos Países Baixos desde 1994 que combina pirometalurgia, hidrometalurgia e mineralurgia. É utilizado na reciclagem de todos os tipos de pilhas e também lâmpadas fluorescentes e tubos diversos que contenham mercúrio. Esse processo não é utilizado para a reciclagem de baterias de Ni-Cd, que são separadas e enviadas para uma empresa que faça esse tipo de reciclagem. O investimento deste processo é menor que o SUMITOMO entretanto os custos de operação são maiores. § ATECH- Basicamente mineralúrgico e portanto com custo inferior aos processos anteriores, utilizado na reciclagem de todas as pilhas. § SNAM-SAVAM- Processo Francês, totalmente pirometalúrgico para recuperação de pilhas do tipo Ni-Cd. § SAB-NIFE- Processo Sueco, totalmente pirometalúrgico para recuperação de pilhas do tipo Ni-Cd. § INMETCO- Processo Norte Americano da INCO (Pennsylvania, EUA), foi desenvolvido inicialmente, com o objetivo de se recuperar poeiras metálicas provenientes de fornos elétricos. Entretanto, o processo pode ser utilizado para recuperar também resíduos metálicos provenientes de outros processos e as pilhas Ni-Cd se enquadram nestes outros tipos de resíduos. § WAELZ- Processo pirometalúrgico para recuperação de metais provenientes de poeiras. Basicamente o processo se dá através de fornos rotativos. É possível recuperar metais como Zn, Pb, Cd. As baterias de Ni-Cd muitas vezes são recuperadas separadamente das outras devido a dois fatores importantes, um é a presença do cádmio, que promove algumas dificuldades na recuperação do mercúrio e do zinco por destilação; o outro é dificuldade de se separar o ferro e o níquel. Reciclagem de baterias de Ni-Cd Assim como no caso geral de pilhas e baterias, existem dois métodos estudados para a reciclagem desse tipo de bateria um seguindo a rota pirometalúrgica e outro seguindo a rota hidrometalúrgica. Até o momento não foi possível o desenvolvimento de um processo economicamente viável utilizando a rota hidrometalúrgica. Assim, os processos de reciclagem atualmente empregados são baseados na rota pirometalúrgica de destilação do cádmio. Apesar de serem constituídas por metais pesados perigosos as baterias de Ni-Cd são recicláveis. Já existem na Europa, Japão e EUA indústrias que reciclam esse tipo de bateria, a tabela 2 lista algumas dessas empresas. Algumas empresas que fazem a reciclagem de baterias de Ni-Cd: País Empresa Alemanha AccAccurec Mühlheim Suécia Saft – Oskarshamm França SNAM E.U.A. INMETCO Japão Japan Recycle Centers Em geral, os materiais produzidos na reciclagem dessas baterias são: · cádmio com pureza superior à 99,95%, que é vendido para as empresas que produzem baterias · níquel e ferro utilizados na fabricação de aço inoxidável. Na França isto é feito utilizando-se o processo SNAM-SAVAM e na Suécia utiliza-se o processo SAB-NIFE. Ambos processos fazem uso de um forno totalmente fechado, no qual o cádmio é destilado a uma temperatura entre 850 e 900 oC conseguindo-se uma recuperação do cádmio com pureza superior à 99,95 %. O níquel é recuperado em fornos elétricos por fusão redução. A produção de óxido de cádmio em fornos abertos é descartada devido ao fato de se ter uma condição de trabalho extremamente insalubre. Nos EUA a empresa INMETCO (International Metal Reclamation Company), que é uma subsidiária da INCO (The International Nickel Company), é a única empresa que tem a permissão de reciclar baterias de Ni-Cd utilizando processo a alta temperatura. Este processo está em operação desde dezembro de 1995. O processo utilizado pela INMETCO, assim como o SNAM-SAVAM e o SAB-NIFE, é baseado na destilação do cádmio. Nesse processo o níquel recuperado é utilizado pela indústria de aço inoxidável. O cádmio fica nos fumos misturado com zinco e chumbo, isso vai para uma outra empresa para posterior separação. A reciclagem de baterias de Ni-Cd nem sempre se apresentou economicamente favorável devido à constante flutuação do preço do cádmio, assim ainda se estudam alternativas para a reciclagem visando melhorar os processos existentes ou ainda criar novos. No Brasil um empresa chamada SUZAQUIM anuncia que detém um processo para reciclagem de baterias de Ni-Cd, sem citar o processo empregado.
Como descartar pilhas e baterias Pilhas, baterias de telefone celular, telefone sem fio, agenda eletrônica e todas essas maravilhas do mundo moderno podem representar um perigo quando descartados. Alguns dos componentes de suas baterias podem contaminar o meio ambiente e conseqüentemente atingir também o homem. A partir de julho de 2000, entrou em vigor uma norma do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) que atribui aos fabricantes a responsabilidade sobre o material tóxico que produzem. Verifique o que fazer com seu lixo eletrônico. Passo a Passo: 1. Pilhas comuns: verifique na embalagem se elas devem ou não ser devolvidas ao fabricante para serem recicladas. As pilhas alcalinas já atendem às normas de segurança e podem ser jogadas normalmente no lixo. 2. Bateria de telefone celular e telefone sem fio: as empresas fabricantes devem informar no manual a maneira de descarte correta. As baterias de níquel-cádmio (Ni-Cd) não devem ser jogadas no lixo e sim devolvidas ao seu fabricante. Entre em contato com o fabricante para saber como proceder. As baterias de níquel-metal-hidreto (Ni-MH) e lítio-ion (Li-Ion) podem ser jogadas no lixo. 3. Quanto ao restante de aparelhos eletrônicos em geral, os fabricantes devem facilitar a troca de pilhas e baterias e facilitar o acesso à elas. Em caso de dúvida entre em contato com o fabricante. Obs.: Os itens acima descrevem a forma correta de descarte segundo a lei. No entanto, como qualquer pilha ou bateria contém metais pesados (mesmo que em quantidades pequenas) a forma mais correta de descarte seria entregá-las, após seu esgotamento energético, aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada pelas indústrias. Existem ainda postos de coleta que recebem esses materiais e os encaminham para reciclagem. A lista com estes postos pode ser encontrada neste site.
Pode e Não Pode Baterias podem pegar fogo em caso de descarga acidental. Fique atento para o que se pode e não pode fazer para evitar acidentes nos locais de coleta.
O que pode ser descartado no lixo comum e o que não pode A tabela abaixo classifica descarte de alguns tipos de pilhas e baterias segundo a resolução CONAMA 257/99. Os dados foram colhidos do fabricante PANASONIC e foram tomados como genéricos uma vez que grande parte dos fabricantes já está em conformidade com tal resolução. No entanto, vale lembrar que a composição das pilhas e baterias varia de acordo com o fabricante. Portanto, faça sua parte e informe-se se a pilha ou bateria que você usa está em conformidade com as normas!!!
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